É legal se importar: 2017 é o ano da honestidade radical

Seguindo o fluxo da geração Z  –  que continua a provar seu interesse mais por experimentar do que por possuir e um novo – e urgente – olhar em relação a gênero, sexualidade e raças – as tendências apontam para um ano que será marcado pela busca de relações verdadeiras e  pelo prevalecimento dos recursos naturais sobre os manufaturados. Mesmo considerando os cenários político e social no mundo, ainda dá para acreditar que as palavras de ordem para 2017 sejam empatia e honestidade. Em todos os segmentos!

Se, por um lado, 2017 chegou com a expectativa de ser o ano em que descobriremos as consequências imediatas do Brexit, da eleição de Trump para uma das cadeiras mais influentes do planeta, do posicionamento dos governantes sobre a questão dos refugiados (que, em 2016, ultrapassou a barreira de 60 milhões de pessoas), por outro, é também o ano das manifestações a favor das minorias, da luta pela privacidade, pelo direito às decisões sobre o próprio corpo. E como buscar isso senão tentando se colocar no lugar do outro e imaginar o que ele está vivendo? Mas, perceba: torcer para que tudo fique bem é totalmente diferente de ter capacidade para compreender e pautar sua atitude com base nos sentimentos do outro.

Esse conceito vai além das relações sociais e está impregnado também nas regras que regem o mercado. No dicionário informal, aparece uma definição para o uso “em Marketing:  Para compreender melhor o cliente e saber os seus desejos, é necessário ter empatia”. De fato, seja em metodologias de Design Thinking ou mesmo em pesquisas mais simples, a empatia está sendo usada cada vez mais para aproximar marcas e produtos de seus consumidores, que exigem uma honestidade real e não apenas marketeada. Para desenvolver produtos e serviços que já cheguem às gôndolas vencedores, empresas têm se deparado com a possibilidade de inovar: em vez da tradicional pesquisa qualitativa, estão optando por pesquisas empáticas, que utilizam metodologias que buscam entender o contexto do usuário em profundidade, de modo que possam gerar inovações verdadeiramente disruptivas.

“Acreditamos que os insights estão em todo lugar. É preciso ir além do universo do usuário comum e das perguntas e respostas sobre um produto numa sala de espelho. A pesquisa empática tem uma predisposição de ir ao local de uso do produto, fazer uma imersão no contexto do usuário e observar o que faz o consumidor escolher ou deixar de escolher determinado produto, mais do que quantas vezes ele compra ou onde ele vai para comprar”, explica Tatiana Martins, Diretora de Empatia e Inovação da Luna Empathy Lab.

Fonte: goo.gl/qiQUYJ

Fonte: goo.gl/qiQUYJ

Dentro de uma agência, a área de Planejamento é a primeira a fazer uma imersão no universo do cliente. “Pode soar como a coisa mais comum do mundo, mas foco no negócio do clienteainda é o que gera resultados mais eficazes. A função mais básica do Planejamento é criar ideias que tenham a capacidade de gerar sucesso para as marcas. A equipe passa pelas etapas de observar, filtrar, criar e mensurar, mas todos dentro da agência devem se envolver, se interessar e se apaixonar pelo negócio do cliente”, defende nossa gerente, Karin Schneider.

Sustentabilidade também parece ser outra tendência mandatória. De acordo com a revista inglesa Digital Art, 2017 é o ano em que voltamos às raízes orgânicas. Upcycling e agricultura alternativa são tendências que vão dominar disciplinas de design como moda, homeware e cores, influenciando composições e tendências visuais dentro de design gráfico, ilustração e fotografia.

Essa tendência pode ser comprovada já na escolha do verde, mais precisamente o greenery, como a cor do ano pela Pantone. De acordo com a revista Vogue, o tom de verde amarelado promete tingir também a moda e a beleza.

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Fonte: goo.gl/vjjPX9

No caso do design, a tendência será evidenciar o produto. Os consumidores desejam saber o que estão adquirindo e será cada vez mais frequente o uso de frascos transparentes e embalagens com informações que vão além do texto legal. Afinal, o consumidor quer saber a origem do que está comprando e quais foram os processos de produção, quando está escolhendo o que vai comer ou o que vai usar (sejam peças de vestuário ou gadgets).

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Também na fotografia a sinceridade deve estar estampada. Espontaneidade, emoção verdadeira, fotos que contam uma história e a representação da mulher mais preocupada com o que faz do que com o que o que usa devem estar presentes nas peças de comunicação visual.

Fonte: goo.gl/BVvKMY

Fonte: goo.gl/BVvKMY

No design de espaços, madeira, rocha, plantas e metais serão as matérias-primas principais. A ideia se resume basicamente em trazer a natureza para dentro de casa. Projetos personalizados, itens artesanais e peças no estilo DIY (sigla para Faça Você mesmo, em inglês).

 Fonte: goo.gl/ZGJAPN

Fonte: goo.gl/ZGJAPN

Em todas as categorias,tudo simples, de preferência, e atemporal, contrapondo com o estilo de vida urbano e digital. Seja bem-vindo, 2017!

* Este post é uma coletânea de ideias: um mix da nossa visão e das tendências apontadas por especialistas. Para se aprofundar mais no que estamos falando aqui,  vale ler alguns artigos que nos serviram de referência:

-Digital Art (https://goo.gl/vjjPX9)

-WGSN Insider (https://goo.gl/fc1L3E)

 

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