Antropologia do Consumo

Consumir. Essa atitude que permeia nossos cotidianos é alvo de muitos debates. Estudar a identidade de quem consome interessa o comércio, os economistas políticos, os movimentos sociais e, claro, a Packaging. Estamos nos dedicando cada vez mais a entender a fundo o consumidor. Para isso, seis de nossos colaboradores participaram do Curso de Antropologia do Consumo, da professora Maria Elisabeth Goidanich, para se aprofundar nos reais motivos do comportamento dos consumidores no mercado e as consequências dessas atitudes. Nesse texto, eles dividem conosco suas percepções.

“Hoje, a maioria de nós é consumidor, ou seja, faz parte de uma categoria social e política da sociedade moderna. A figura de quem consome é entendida a partir de dois extremos: o herói – capaz de transformar a natureza e a sociedade em função de seus próprios desejos – e o escravo, manipulado por vontades materialistas do capitalismo. Nossa maior garantia, em meio a tudo isso, é a de que o consumo é uma prática social, intimamente ligada com a cultura”, avalia Joana Fernandes.

Para  Karol Massá é importante destacar que tudo começa na produção, fruto de um ciclo interminável de serviços. Seguindo a lógica, os valores do objeto são atribuídos à conscientização das matérias-primas. “Quanto mais uma pessoa tem noção de como as coisas são encontradas, manufaturadas e produzidas, mais consciente será seu consumo. Contudo, muitas vezes, estamos tão envolvidos em uma teia consumista complexa e ramificada, que a produção torna-se um processo automático, quase irracional”, reflete.

Mesmo sabendo disso, é preciso tomar cuidado para não engessar a maneira de pensar o consumo, tanto o dos outros, quanto os nossos próprios hábitos. O Miguel Heuseler acredita que é fundamental entender que a dinâmica do processo nos torna capazes de potencializar e revitalizar a forma de entrar em contato com o universo de nossos clientes, tornando nossa entrega cada vez mais assertiva.”Assim, a Packaging pode identificar para cada cliente um caminho estratégico que ainda não havia sido vislumbrado”.

Logo, tanto para Karin, quanto para Victor Farsette, entender o consumidor é o cerne de qualquer planejamento de marca, criada para atender necessidades implícitas ou explícitas dos indivíduos. “Os estudos de antropologia do consumo afinam nosso entendimento sobre o comportamento dos consumidores. É a partir dessa compreensão que conseguimos planejar Lovemarks, marcas que estabelecem vínculos realmente emocionais e afetivos com as pessoas”, destaca Karin.

“Compreendemos que não se pode estabelecer qualquer pré-conceito em relação ao consumidor. Não se pode assumir determinada razão pela qual as pessoas compram o que compram, já que os motivos pra isso são variados e, muitas vezes, não são nem o que o próprio consumidor diz”, completa Alessandra Freijanes. A antropologia do consumo se propõe a estudar de perto esses motivos. E nós estamos atentos a todos os seus desdobramentos.

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